Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre RUÍDO URBANO, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Morador entra na Justiça contra badaladas do sino de uma igreja em RS

Os sinos da Igreja Luterana de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, vieram da Alemanha, tocam três vezes por dia e são ouvidos há mais de 70 anos.

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No Rio Grande do Sul, a discussão sobre as badaladas de um sino foi parar na Justiça. Os sinos da Igreja Luterana de Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, são ouvidos há mais de 70 anos. Eles vieram da Alemanha e tocam três vezes por dia. “Para nós aqui, não incomoda em nada. Pelo contrário. Eu acho romântico, delicado e religioso”, diz uma mulher. “É gostoso escutar o bater dos sinos de manhã. Funciona como um despertador”, conta um homem.

Mas nem todos pensam assim. Um morador, incomodado com o som, decidiu entrar na Justiça para que a cidade fique mais silenciosa. A população não gostou. Ele acabou recebendo da Câmara de Vereadores um título inédito: o de 'persona non grata'.
Em latim, a expressão quer dizer: uma pessoa indesejável, que não é bem-vinda. O técnico em manutenção hospitalar Walter Cunha Freese diz que, depois do título recebido, perdeu os amigos. “Por eu me sentir envergonhado da situação, estou saindo da cidade”, diz Walter Cunha Freese.

“Nós encaminhamos um abaixo-assinado manifestando a vontade popular que tinham com relação a essa situação, no qual tivemos a adesão de mais de 6 mil assinaturas, mostrando sua indignação não com a pessoa, mas sim contra a atitude que essa pessoa tomou”, diz o presidente da Câmara de Vereadores, Jorge Darlei Wolf.
A história começou em fevereiro, quando o técnico em manutenção hospitalar registrou queixa na delegacia. A igreja fica a poucos metros da casa dele. “À meia-noite, dá doze badaladas, depois segue os quartos de horas, e eu acordava a cada 15 minutos, não conseguia dormir”, conta Walter Cunha Freese.

A comunidade luterana reagiu à denúncia. “Isso causou indignação, revolta entre as pessoas que moram aqui, não só da igreja, mas de outras igrejas. Foi uma coisa bem inusitada, bem diferente”, afirma a presidente da comunidade da igreja, Ijone Jurema Michaelsen. A Justiça decidiu que os sinos devem continuar tocando, mas ainda cabe recurso.


Fonte: Bom Dia Brasil - Edição do dia 19/08/2011
Disponível em: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2011/08/rs-morador-entra-na-justica-contra-badaladas-do-sino-de-uma-igreja.html

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